Veado-catingueiro

Nome popular: veado-virá

Nome científico: Mazama gouazoubira (Fischer, 1814)

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Artiodactyla

Família: Cervidae

Gênero: Mazama

Distribuição geográfica: Panamá, Colômbia, Venezuela, Peru, Argentina e Brasil.

Habitat: florestas tropicais. Anda em lugares abertos e dentro da mata.

Comportamento: diurno e noturno.

Características gerais: comportamento solitário. O comprimento do adulto varia entre 902cm e 1,25cm. Peso: 8 a 25kg (adulto); 510 a 967g (filhote). A cor geral é marrom acinzentada. A cauda é branca no lado inferior. Os chifres são pequenos e simples, com cerca de 7cm de altura. Atrás dos olhos e nos garrões possui glândulas de cheiro característico. Os chifres, que só existem no macho, são galhadas simples e retas, sem ramificações, que atingem no máximo 12cm de comprimento. A fêmea, em vez de chifres, tem apenas uma elevação e sua pelagem é um pouco mais clara que a do macho. A maioria dos indivíduos tem uma pinta branca acima dos olhos que é inexistente nas outras espécies.

Hábitos alimentares: na natureza: folhas, brotos e gramíneas. Em cativeiro: capim, ração, vegetais e verduras. Costuma sair pela manhã, sozinho ou em pares, para se alimentar.

Reprodução: período de gestação: 225 dias. Número de filhotes: um filhote por cria e este possui manchas, formando linhas longitudinais nos lados do corpo. Época reprodutiva: julho a setembro. Maturidade: 1 a 2 anos.

Curiosidades: no Brasil, apenas um cervídeo é chamado de cervo, o do Pantanal; os outros são chamados de veados. O veado catingueiro, o veado-bororó-do-sul e outros do Brasil Central e Norte, todos são menores que o veado-mateiro, entretanto, compreendem o mesmo gênero: Mazama. Há discussões se são todas espécies diferentes ou subespécies, mas, para o leigo, as diferenças são quase imperceptíveis. O veado catingueiro é uma das três espécies de pequenos cervídeos existentes no país. A palavra “catingueiro” é um adjetivo que se refere ao habitante de caatinga – vegetação arbustiva, sem folhas na estação seca, típica do Nordeste, norte de Minas Gerais e Maranhão. É muito rápido, capaz de desenvolver boa velocidade quando perseguido. Em fuga, atira-se na água, nadando bem, o que serve para salvar a vida de alguns exemplares da perseguição assassina de cães de caça ou do próprio homem. No estado de São Paulo, as observações desta espécie dentro de florestas são mais frequentes do que em campo limpo. Pode ser encontrado em vida livre na cidade: Parque Anhanguera, Núcleo Curucutu do Parque Estadual da Serra do Mar, Parque Estadual da Cantareira.

Ameaças: em extinção, devido à caça e ao tráfico de animais. Devido à expansão urbana, as áreas domiciliares dos veados catingueiros estão sendo reduzidas e suprimidas. O constante aumento do número de estradas que fragmenta seu habitat tem sido, além da caça predatória, uma das principais causas de impacto sobre as populações naturais que ainda vivem no município de São Paulo. Atropelamentos em estradas locais e estaduais têm vitimado muitos veados. Predadores: cachorro doméstico, cachorro-do-mato e felinos, como onças.

Referências:

Saúde Animal
http://www.saudeanimal.com.br/extinto23.htm Acesso 29/01/2008.

Ambiente Brasil
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./especie/fauna/index.html&conteudo=./especie/fauna/mamíferos/gouazoubira.html Acesso em 30/01/2008.

Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo
www.prefeitura.sp.gov.br/arquivos/secretarias/meio_ambiente/fauna_flora/fauna/veado.pdf Acesso em 30/01/2008.

Parque Ecológico São Carlos
http://www.pesc.org.br/files/animal_detalhes.asp?id=61 Acesso em 30/01/2008.

Portal Girafamania
http://www.sergiosakall.com.br/americano/brasil_fauna_veado.html
Acesso em 30/01/2008.

Crédito das imagens:

http://www.diagnostico.org.br/especies/Mazama-gouazoupira/foto_photo Acesso em 05/07/2009.

Foto do diorama: Paulo Barbuto.

Elaborado pelo Prof. Marcelo Suehara.