Naturalista e jesuíta português.
Nasceu em Vianna de Alvito, região de Évora (Portugal), em 1549.
Em 1566, ingressou na Companhia de Jesus em Évora.
Em 1583 veio para o Brasil, residindo na Bahia (Ilhéus e Porto Seguro), em Pernambuco, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e em São Paulo (Santos, São Vicente e Piratininga).
Foi provincial dos colégios da Bahia e do Rio de Janeiro e teve como companheiro o Padre Anchieta.
Durante a invasão holandesa, retirou-se para São João da Mata (MG), onde faleceu em 27 de Janeiro de 1625.
Escreveu as seguintes obras:
“Entre os que em fins do século XVI trataram das coisas do Brasil, foi Fernão Cardim dos mais séculos informantes, em depoimentos admiráveis, que muita luz trouxeram à compreensão do fenômeno da primeira colonização do país. Foi um dos precursores da nossa história, quando ainda o Brasil, por assim dizer, não tinha história. Sua história é antes “natural” que civil. Nele há o geógrafo, que estuda a terra, suas divisões, seu clima, suas condições de habitabilidade. O etnógrafo, que descreve os aborígines, seus usos, costumes e cerimônias. O zoólogo e botânico, por igual aparelhado para o exame da fauna e da flora desconhecidas. Seus depoimentos são os de testemunha presencial”.
(Fonte: GARCIA, Rodolfo p. 11-12. In: RDZ, SJ Jaime Fernández; DI VITA, SJ Eduardo. Presença dos jesuítas no mundo científico. São Paulo: Loyola, 2004)