Garça-branca-grande

Nome popular: garça-real, guira-tinga (Pará), guará (Rio de Janeiro).

Nome científico: Casmerodius albus

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Ciconiiforme

Família: Ardeidae

Gênero: Casmerodius

Distribuição geográfica: é a garça mais comum do planeta, ocorrendo em quase todos os continentes, exceto em regiões muito frias ou desérticas. Ocorre da América do Norte ao estreito de Magalhães, em todo o Brasil, e também no Velho Mundo.

Habitat: pode habitar rios e lagos muito poluídos, sendo comum até mesmo no rio Tietê em plena cidade de São Paulo. Comum à beira de lagos, rios e banhados.

Comportamento: pode ser vista no meio da vegetação da margem do rio, esperando pacientemente por sua presa. É uma ave migratória. A população que nidifica no sul dos EUA migra até o norte da Colômbia.

Características gerais: sua coloração branca contrasta com as patas e pés totalmente negros e bico amarelo puro. A filigrana das egretas pode estender-se para trás qual curto véu; tais penas chegam ao comprimento de 50cm ou mais, nascendo em julho/agosto, no começo da reprodução. Bico e íris amarelos, o loro pode ser esverdeado, pernas e dedos pretos.

Hábitos alimentares: alimenta-se principalmente de pequenos roedores, anfíbios, répteis, insetos e até lixo.

Reprodução: ocorre de maio a outubro. Na época da reprodução, apresenta longas penas no dorso chamadas egretas. Essas penas são finas estruturas, destacadas contra o restante da plumagem, dando um aspecto “despenteado” para essa região do corpo. São usadas nos rituais de demarcação de território do ninho na colônia reprodutiva e para fazer a corte. Constrói o ninho, grande e feito de gravetos, em ninhais que podem ter milhares de indivíduos de várias espécies de aves aquáticas. Faz a postura de 4 ovos de cor esverdeada ou verde azulada, os quais são chocados pelos dois pais durante 25 dias. Os filhotes são alimentados igualmente pelos pais e, ao deixar a colônia, são muito semelhantes aos adultos.

Curiosidades: As egretas foram, por muito tempo, moda como adorno de chapéus e roupas na Europa, e a demanda pelas penas levou centenas de milhares de garças à morte justamente em seu período reprodutivo.
Em pesqueiros, a garça branca aproxima-se muito dos pescadores para pegar pequenos peixes por eles dispensados, chegando a comer na mão. É muito inteligente e pode usar pedaços de pão como isca para atrair os peixes dos quais se alimenta.
Muitas pessoas pensam que a garça-branca-pequena (Egretta thula) é o filhote da garça- -branca-grande, porém trata-se de uma espécie que difere da última por apresentar a ponta do bico e as pernas escuras, enquanto a base do bico e os pés são amarelados, sendo também menor.

Ameaças: vulnerável.

Referências:

SICK, Helmut. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 204.

Guia Interativo de Aves Urbanas – Unicamp
http://www.giau.ib.Unicamp.br/giau/visualizar_material.php?id_material=441 Acesso em 08/02/2008.

Sesc Pantanal Estação Ecológica
http://www.avespantanal.com.br/paginas/9.htm Acesso em 08/02/2008.

Portal Ambiental: Ambiente Brasil
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./especie/fauna/index.html&conteudo=./especie/fauna/aves/alba.html. Acesso em 04/07/2009.

Crédito das imagens:

http://sdakotabirds.com/species/photos/great_egret_4.jpg. Acesso em 04/07/2009.

Foto do diorama: Paulo Barbuto.

Elaborado pela Prof.ª Margarete da Penha Sevilha.