Coruja-buraqueira

Nome popular: caburé-de-cupim, caburé-do-campo, coruja-barata, coruja-do-campo, coruja-mineira, corujinha-buraqueira, corujinha-do- -buraco, corujinha-do-campo, guedé, urucuera, urucuréia e urucuriá.

Nome científico: Speotyto cunicularia

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Strigiformes

Família: Strigidae

Gênero: Speotyto

Distribuição geográfica: desde o Canadá até a Terra do Fogo no extremo sul da América do Sul.

Habitat: vive nos campos, pastos, restingas e cerrados de todo o Brasil.

Comportamento: é uma corujinha terrícola, pernilonga e inconfundível; possui hábitos diurnos. É uma ave tímida, por isso, vive em lugares sossegados. Durante o dia ela cochila em seu ninho ou toma sol nos galhos de árvores. Possui uma visão 100 vezes mais penetrante que a visão humana e uma ótima audição. Tem voo suave e silencioso. Para enxergar alguma coisa ao seu lado ela tem que virar a cabeça, pois seus grandes olhos estão dispostos lado a lado, num mesmo plano. A coruja buraqueira anda sem destino enquanto caça e, depois de pegar sua presa, vai para um puleiro, como uma cerca, ou pousa no próprio solo. É ave principalmente crepuscular (ativa ao entardecer e amanhecer), mas caçará, se preciso, ao longo de 24 horas.

Características gerais: é uma ave de porte pequeno, possui uma cabeça redonda, tem sobrancelhas brancas, olhos amarelos, e pernas longas. Sua plumagem apresenta traços de cor terra. Ao contrário da maioria das corujas, o macho é ligeiramente maior que a fêmea, e as fêmeas são normalmente mais escuras que os machos. Tamanho: 21.6 a 27.9cm Peso: 170.1g Envergadura: 50.8 a 61.0cm

Hábitos alimentares: alimenta-se de pequenos roedores, répteis, anfíbios, pequenos insetos, pequenos pássaros, como pardais, escorpiões, etc.

Reprodução: a reprodução da coruja-buraqueira começa entre março ou abril. Ela faz seu ninho em buracos no solo, aproveitando antigas tocas de tatu ou de outros animais. O casal, se revezando, alarga o buraco, cava uma galeria horizontal usando os pés e o bico e, por fim, forra a cavidade do ninho com capim seco. As covas possuem em torno de 1,5 a 3m de profundidade e 30 a 90cm de largura. Ao redor da cova, acumula estrume e se alimenta dos insetos atraídos pelo cheiro. Bota, em média, de 6 a 11 ovos; o número mais comum é de 7 a 9 ovos. A incubação dura de 28 a 30 dias e é executada somente pela fêmea. Enquanto a fêmea bota os ovos, o macho providencia a alimentação e a proteção para os futuros filhotes. O cuidado da cria, enquanto ainda está no ninho, é tarefa do macho. Quando os filhotes estão com 14 dias podem ser vistos empoleirando a entrada da cova, esperando pelos adultos e pela comida. Os filhotes saem do ninho com aproximadamente 44 dias e começam a caçar insetos quando estão com 49 a 56 dias. Os filhotes ameaçam os intrusos com um chocalhar que se assemelha bastante ao matraquear da cascavel, o que pode facilmente ameaçar um caçador ou mateiro.

Curiosidades: a coruja-buraqueira possui este nome pois vive em buracos cavados no solo. Embora seja capaz de cavar sua própria cova, vivem nos buracos abandonados de tatus, cachorro de pradaria e tocas de outros animais. É a única coruja vista com facilidade e ativa durante o dia. Próximo dos locais onde fica pousada, é fácil achar os regurgitos, chamados popularmente de bolotas, que são restos não digeríveis de alimentos regurgitados. Olhando com cuidado, pode-se saber do que a ave se alimentou, pois nessas bolotas encontram-se restos quitinosos de insetos e ossículos de aves e de pequenos mamíferos.

Ameaças: não há.

Referências:

SICK, Helmut. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 403

Saúde Animal- Dr. Zalmir Silvino Cubas.
http://www.saudeanimal.com.br/coruja.htm Acesso em 09/01/2008.

Instituto de Biociências
http://www.ib.usp.br/ceo/avparq/specun.htm Acesso em 09/01/2008.

Sesc Pantanal: Estação Ecológica
http://www.avespantanal.com.br/paginas/index.htm Acesso em 12/01/2008.

Portal ambiental: ambiente Brasil
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./especie/fauna/index.html&conteudo=./especie/fauna/aves/cunicularia.html Acesso em 08/02/2008

Aves de rapina do Brasil
http://www.avesderapinabrasil.com/2007/07/speotyto-cunicularia.html
Acesso em 08/02/2008

Crédito das imagens

http://4.bp.blogspot.com/_LqFNDi7HAjU/SYIEKnPhTVI/AAAAAAAAAJg/7VXiNSu65iY/s320/Speotyto+cunicularia.jpg. Acesso em 04/07/2009.

Foto do diorama: Paulo Barbuto.

Elaborado pela Prof.ª Margarete da Penha Sevilha.