Nome popular: correte (Pará), cambaxirra, garrincha, cutipuruí (Pará, Amazonas), rouxinol (Maranhão), corruíra-de-casa, carriça, garriça, curuíra e coroíra.
Nome científico: Troglodytes aedon musculus
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Troglodytidae
Gênero: Troglodytes
Distribuição geográfica: todo o Brasil.
Habitat: muito comum, ocorre em ambiente aberto e semiaberto, aparecendo rapidamente em clareiras abertas em regiões florestadas. Habita também os arredores de casas e jardins, inclusive no centro de cidades, e ocupa ilhas na costa marítima, cerrados, caatinga, borda de matas e margens de banhados.
Comportamento: vive em pares ou grupos com os filhotes da última reprodução.
Características gerais: mede 12cm de comprimento. Seu canto trinado, alegre e melodioso, é ouvido principalmente no começo da manhã. Enquanto ela se move sobre construções ou na vegetação, emite sem parar um “crét crét”, rouco e baixo. Bem pequena, pode ser escondida na palma da mão.
Hábitos alimentares: come insetos pequenos (besouros, cigarrinhas, formigas, lagartas, vespinhas) e aranhinhas e, às vezes, até filhotes de lagartixa. Captura as presas enfiando o bico em frestas e cavidades, tanto em construções humanas quanto sob a casca de plantas.
Por alimentar-se de pequenos insetos que procura entre a folhagem baixa e em todo lugarzinho escondido nos cantos dos jardins, recebeu o nome científico de musculus, que significa rato, já que dá a impressão de ser um camundongo, quando está saltitando pelos cantos.
Reprodução: faz seu ninho em todo tipo de cavidade, o que motivou também o nome do gênero Troglodytes, que significa morador da caverna. Com certeza os comportamentos mais notáveis em relação a essa espécie referem-se a sua reprodução, pois a corruíra é capaz de construir seu ninho nos locais mais improváveis. A lista de relatos de ninhos construídos em condições incomuns é grande, passando por telefones públicos, tratores, caixas de música, instalações elétricas, etc. É uma das aves que mais se aproveita dos ninhos artificiais disponibilizados pelos humanos, especialmente caixas com entrada pequena. Nidifica em qualquer cavidade, como troncos de árvores ocas, embaixo de telhas de casas ou em ninhos de outras aves. Os ninhos são constituídos principalmente por gravetos entrelaçados com no máximo 18cm e mínimo 1,7cm. Apresentavam folhas, raízes, sementes e diversos materiais industrializados como pregos, metais, papel, plástico e tecido. No local em que são depositados os ovos (câmara), ocorre o revestimento de penas de outras aves, pelos, provavelmente de bovino, suíno e equino, e grande quantidade de cabelos humanos. Os ovos, de 3 a 6, vermelho-claros, densamente salpicados de vermelho-escuro, com manchas cinza- -clara, eclodem após cerca de duas semanas, e os filhotes demoram quase o dobro deste tempo para abandonar o ninho. Os pais se revezam nos cuidados com os filhotes.
Curiosidades: até recentemente a espécie Troglodytes aedon tinha sua distribuição registrada em todo o continente americano, exceto acima do Círculo Polar Ártico, no entanto, após uma série de estudos, as populações ao sul do México passaram a ser consideradas como uma espécie distinta, renomeada como Troglodytes musculus. A mudança no nome científico não mudou em nada a popularidade desta ave já muito conhecida em nosso país.
Ameaças: não há.
Referências:
SICK, Helmut. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 693.
Enciclopédia de Aves
http://www.wikiaves.com.br/corruira. Acesso em 04/07/2009.
Crédito das imagens:
http://www.wikiaves.com.br/foto.php?f=10171&t=s&s=1495. Acesso em 04/07/2009.
Foto do diorama: Paulo Barbuto.
Elaborado pela Prof.ª Margarete da Penha Sevilha.