Nome popular: andorinhão-foguete, gaivota (Minas Gerais), tapecuçu-de-coleira-branca.
Nome científico: Streptoprocne zonaris
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Apodidae
Gênero: Streptoprocne
Distribuição geográfica: habita do México à Bolívia e Argentina; ocorre em todo o Brasil, exceto em extensas regiões planas, pois necessita de grutas e paredões para nidificar e dormir. Em áreas campestres do Paraná, por falta de paredões rochosos, aproveita-se de fendas no arenito, existentes abaixo da superfície dos campos.
Habitat: regiões próximas a grutas e paredões rochosos.
Comportamento: sua voz é um trissar estridente, amiúde emitido como canto, principalmente no início da reprodução quando o bando descreve à tardinha círculos ou espirais a grande altura, atraindo a atenção do observador. Esse canto coletivo pode coincidir com as primeiras revoadas de cupim, atraído pela luz elétrica. Após ter feito suas evoluções durante algum tempo nas alturas, o bando afasta-se em linha reta ou quando segue, de dia, em voo rasante algum rio caudaloso que atravessa a mata, pousa coletivamente em paredões junto a quedas d’água ou em grutas escuras e úmidas ao lado de córregos dentro da mata. Ficam enganchados de cabeça para cima, inclinando-a para a direita ou para a esquerda, olhando os arredores. O casal segrega-se até um certo ponto do bando quando se reproduz.
Características gerais: tamanho: 21cm, 53cm, peso entre 122 e 134 gramas. É a maior espécie brasileira, caracterizada por uma coleira branca contínua.
Hábitos alimentares: alimenta-se de insetos, capturados em voo.
Reprodução: o ninho, de fibras vegetais, musgos e pedrinhas aglutinadas com barro e saliva é fixado em paredões e escarpas de pedras ao redor de cascatas, grutas úmidas e escuras. O casal incuba e alimenta os filhotes.
Curiosidades: o andorinhão tem pés muito reduzidos que o impede de pousar em fios de eletrificação ou galhos, como o faz a andorinha. Esta é a maior espécie da família e sua velocidade de voo pode alcançar 100km/hora.
Ameaças: não há.
Referências:
SICK, Helmut. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 428.
Portal ambiental: Ambiente Brasil
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./especie/fauna/index.html&conteudo=./especie/fauna/aves/zonaris.html. Acesso em 04/07/2009.
Crédito das imagens:
http://www.wikiaves.com.br/fotos/m0007/7538.jpg. Acesso em 04/07/2009.
Foto do diorama: Paulo Barbuto.
Elaborado pela Prof.ª Margarete da Penha Sevilha.