Nomes populares: guará-verme, guará-rubro e guará-piranga (em tupi, ave vermelha)
Nome científico: Eudocimus ruber
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Ciconiformes
Família: Threskiornithidae
Gênero: Eudocimus
Distribuição geográfica: originalmente a espécie estava presente em lamaçais litorâneos e manguezais. No Brasil, ocorria em duas áreas separadas desde o Amapá até o Ceará e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. (Ilhas do estuário amazônico, costas do Maranhão). Há grande número dessas aves no estado do Paraná, mas atualmente já se extinguiu na região Sudeste.
Habitat: áreas pantanosas e de manguezais, lagos, rios de curso lento e campos de arroz.
Comportamento: anda vagarosamente na água rasa, com a ponta do bico submersa, abrindo e fechando as mandíbulas em busca de caranguejos. Vive em bandos que chamam a atenção devido a sua exuberante coloração vermelha. Impressionam seus voos coletivos que podem estender-se de 60 a 70 quilômetros até os lamaçais onde se alimentam de dia.
Características gerais: seu comprimento varia de 58 a 61cm. A asa possui em torno de 28cm de envergadura, a cauda, por volta de 9 e o bico, 16.
Hábitos alimentares: a coloração da guará deve-se a um pigmento de cor vermelha presente nos caranguejinhos, dos quais se alimenta. Em cativeiro, com alimentação diferente, ela adquire uma coloração desbotada, cor-de-rosa. Nesse caso, suplementos alimentares com corantes naturais tentam suprir os nutrientes desses crustáceos e assim manter a cor das aves.
Reprodução: nidifica no começo da seca, de julho a setembro. Os ninhos são plataformas construídas de gravetos, localizadas a cerca de 2 a 12m de altura nos manguezais. Cada fêmea põe, em média, 2 ou 3 ovos, de cor cinza-oliva com manchas e pontos marrons. Durante a reprodução, o bico do macho torna-se negro e brilhante; as pernas continuando sempre com a coloração vermelho-clara. A fêmea mantém inalteradamente o bico (que é mais fino) pardacento com a ponta enegrecida e as pernas vermelho-esbranquiçadas. Registrou-se, às vezes, o vestígio de um maciço saquinho de pele nua cor-de-rosa de cada lado da garganta: é um dispositivo que se forma durante a reprodução. Nidifica em ilhas ou árvores isoladas em áreas alagadas, posturas de 1 a 3 ovos, incubados por até 25 dias.
Expectativa de vida: estimada em mais de 20 anos.
Curiosidades: pelo seu colorido vermelho intenso, realçado ainda mais nos grandes bandos em que vive, a guará pode ser considerada uma das aves mais belas do nosso país. Esta ave é sagrada em muitas partes do mundo, devido a seus hábitos calmos e cores atrativas. Pertence à família conhecida como ibis. No Egito, foram encontrados ibis egípcios (Threskiornis aethiopica) mumificados ao lado das múmias de faraós e, no Brasil, as penas da guará eram reservadas apenas aos caciques indígenas, antes da colonização.
Ameaças: antigamente a guará era encontrada em Cubatão, local de mangues (habitat preferido por questões alimentares), mas devido a grande degradação, poluição do mar, desmatamento e ocupação dos manguezais, acabou migrando para outras regiões. Foi extinta em uma grande área brasileira devido à caça, pois suas penas eram aproveitadas para adorno e seus ovos eram coletados e os ninhos destruídos, comprometendo assim a sobrevivência das guarás.
Referências:
SICK, Helmut. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 213.
Fundação Parque Zoológico de São Paulo. Juliana Pinto Corrêa e Ricardo Avari
http://www.zoologico.sp.gov.br/animaisdozoo/guara.htm. Acesso em 09/07/2008.
Portal ambiental: ambiente Brasil
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./especie/fauna/index.html&conteudo=./especie/fauna/aves/eudocimus.html. Acesso em 04/02/2008.
Instituto Ambiental do Paraná
http://celepar7.pr.gov.br/livrovermelho/index.asp?idgrupo=1&idmenu=CR&idespecie=56. Acesso em 04/02/2008.
Crédito das imagens:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c5/Eudocimus_ruber_-_Scharlachsichler-Scarlet_Ibis.jpg. Acesso em 04/07/2009.
Foto do diorama: Paulo Barbuto.
Elaborado pela Prof.ª Margarete da Penha Sevilha.