Nome popular: tucano-toco, tucano-boi
Nome científico: Ramphastos toco
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Ramphastidae
Gênero: Ramphastus
Distribuição geográfica: possui uma larga distribuição nas regiões campestres, indo desde a Amazônia ao Paraguai, Bolívia e Argentina, sem atingir o litoral oriental brasileiro. Tem ocorrido uma expansão em sua área de distribuição original em consequência dos desmatamentos.
Habitat: é o único ramphastídeo brasileiro que não vive exclusivamente em florestas. Habitante das matas de galeria, cerrado e capões.
Comportamento: sobrevoa áreas florestadas em busca de frutos ou saqueando ninhos de outras aves, roubando-lhes ovos e filhotes.
Características gerais: maior representante da família, com peso ao redor de 540g. Bico descomunal, alaranjado, amarelo e branco; ponta da maxila com grande mancha ovalada negra. Seu enorme bico de cores brilhantes parece pesado, entretanto é formado por uma estrutura óssea não maciça e areada que lembra um favo de mel. Isso torna o bico mais leve e portanto não dificulta o voo. Apesar de não ser maciço, o bico é bastante resistente. a aparência dos filhotes ao nascerem chama a atenção, o bico e o corpo são desproporcionais; seu bico é grande e o corpo, pequeno; os olhos só abrem após três semanas e os pais cuidam de seus filhotes até eles saírem dos ninhos, o que ocorre em seis semanas. A coloração do bico só é definida meses após o nascimento.
Hábitos alimentares: alimenta-se principalmente de frutos, sementes, insetos, e ovos de outras espécies de aves.
Reprodução: sua reprodução ocorre no final da primavera e a fêmea bota de 2 a 4 ovos em ninhos localizados no alto dos troncos das árvores. O casal se reveza na tarefa de chocar os ovos, os quais eclodem entre 16 e 20 dias.
Expectativa de vida: 20 anos
Curiosidades: o maior dos tucanos, inconfundível pelo descomunal bico alaranjado, a ponta da maxila com uma grande nódoa ovalada negra; essa mancha resplandece incrivelmente quando visto de encontro à luz.
Ameaças: tráfico e comércio ilegais.
Referências:
SICK, Helmut. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 501.
Eletronorte- Centrais Elétricas do Norte do Brasil
www.eln.gov.br/Pass500/BIRDS/1birds/p198.htm Acesso em 15/02/2008.
Portal Ambiental. Paul Brastescu
www.ecosurf.com.br Acesso em 15/02/2008.
Crédito das imagens:
http://www.wildabouttheworld.com/gallery/data/502/Gorilla.jpg Acesso em 05/07/2009.
Foto do diorama: Paulo Barbuto.
Elaborado pelo Prof. Carlos Eduardo de Oliveira Garcia.