Tamanduá-mirim

Nome popular: tamanduá-mirim

Nome científico: Tamandua tetradactyla (Linnaeus, 1758)

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Xenarthra / Pilosa (Linnaeus 1758)

Família: Myrmecophagidae

Gênero: Tamandua

Distribuição geográfica: América do Sul. A oeste dos Andes, Venezuela, ao norte da Argentina e no Brasil.

Habitat: campo e florestas.

Comportamento: é muito difícil encontrar um indivíduo de tamanduá-mirim durante o dia, já que são de hábitos crepusculares e noturnos.

Características gerais: comprimento total pode variar de 85 a 140cm, com peso de 2 a 7kg. possui uma cauda que muitos pesquisadores consideravam preênsil, mas foi constatado que ela apenas auxilia na locomoção e na captura de alimentos nos galhos mais altos, sendo semi–preênsil. Apresenta no dorso, além do amarelo que varia do bem claro ao tom ouro, um “colete” preto que sai dos ombros e acaba na base da cauda. Em algumas regiões, entretanto, há tamanduá-mirim totalmente amarelo. Sua cauda é pelada com algumas manchas escuras. Seu crânio tem formato alongado, juntando-se ao focinho, à boca e aos olhos muito pequenos. Tudo para facilitar suas investidas em buracos pequenos de cupinzeiros. É solitário, encontra-se com outro apenas em época de reprodução.

Hábitos alimentares: insetívoro, alimenta-se de insetos (formigas, cupins e abelhas), ovos e larvas, sendo a formiga e o cupim seus preferidos.

Reprodução: gestação de 130 a 150 dias, gerando apenas um filhote.
O filhote é carregado no dorso da mãe (até ficar com aproximadamente 3 meses de vida) ou deixado em alguma toca e, quando fica mais velho, pode acompanhar a mãe em suas atividades de alimentação. O desmame ocorre por volta dos dois meses.

Expectativa de vida: aproximadamente 9 anos.

Curiosidades: o tamanduá-mirim faz parte da família Myrmecophagidae, juntamente com os tamanduás-bandeira e os tamanduaís, e de uma ordem extremamente primitiva, os xenarthras, que possuem baixa temperatura corpórea e baixo metabolismo, associados aos hábitos arbóreos e ao consumo de alimentos pouco energéticos. Os baixos níveis metabólicos são influentes nos longos períodos de gestação, cuidados com filhotes (parentais) e número reduzido de crias. Suas patas anteriores, como as dos outros da mesma família, constituem-se de garras centrais aumentadas, são capazes de flexões e rotações variadas para obter alimento, escalar e defender-se. As patas posteriores, ao contrário, possuem cinco dedos pequenos com unhas proporcionais. Apesar do baixo metabolismo, corre em velocidade considerável. Quando acuado ou irritado, põe-se em posição de defesa, sobre as patas posteriores, com o auxílio da cauda, os membros anteriores abertos como pinças esperando para agarrar a vítima. Antes de ser classificado como Xenarthra era o chamado Edentata, o que não possui dentes verdadeiros. Para evitar acidentes corriqueiros de identificação, mudou-se para Xenarthra. O tamanduá não possui dentição, e por isso têm as garras potentes para defender-se e quebrar cupinzeiros, e uma língua longa e revestida de muco para que seja totalmente eficiente na captura do alimento. Seu olfato também é muito desenvolvido. Dizem algumas lendas que Deus, quando criou os bichos com carvão e cinza das fogueiras, estava cansado para fazer o tamanduá e, por isso, apenas enrolou um pouco de massa para o focinho; ficou tão comprido que não tinha lugar para a boca, a qual ficou um furinho só, sem dentes.

Ameaças: não está na lista do IBAMA de animais ameaçados. Esta espécie encontra-se ameaçada pela ação predatória dos homens, pela redução das florestas, pelas queimadas que eliminam sua fonte de alimento, pelos atropelamentos em rodovias que cruzam seu habitat natural e pelo ataque de cães domésticos.

Referências:

Zoológico de São Paulo
http://www.zoologico.sp.gov.br/mamíferos/tamanduamirim.htm Acesso em 29/01/2008.

Parque Nacional das Emas
http://www.brazilnature.com/emas/mamífero.html Acesso em 29/01/2008.

Wikipedia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tamandu%C3%A1-mirim Acesso em 30/01/2008.

EMBRAPA Pantanal
http://www.cpap.Embrapa.br/fauna/tamirim.html Acesso em 30/01/2008.

Trilha Virtual de Educação Ambiental
http://www.pre.ueg.br/projetos/trilha_virtual/fauna_flora_html/tamandua.htm
Acesso em 30/01/2008.

Parque Ecológico São Carlos
http://www.pesc.org.br/files/animal_detalhes.asp?id=38 Acesso em 30/01/2008.

Crédito das imagens:

http://img.olhares.com/data/big/196/1969017.jpg Acesso em 05/07/2009.

Foto do diorama: Paulo Barbuto.

Elaborado pelo Prof. Marcelo Suehara.