Peneira

Nome popular: gavião-peneirador, gavião-peneira, peneireiro-cinzento.

Nome científico: Elanus leucurus

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Falconiformes

Família: Accipitridae

Gênero: Elanus

Distribuição geográfica: presente em todo o Brasil e, também, desde a América do Norte até a Argentina e o Chile. No Brasil, há populações residentes e migratórias. Em suas migrações de outono/inverno austrais (maio a julho), devem passar pelo Pantanal, encaminhando-se para o norte do continente. É menos frequente na planície pantaneira do que no cerrado e campos do entorno do Pantanal. Ocorre em quase todo o Brasil, sendo restrito na Amazônia.

Habitat: é comum em campos com árvores ou áreas florestadas, permeadas de vegetação aberta, cerrado e eventualmente em cidades.

Hábito: quando caça, fica parado no ar, batendo intensamente as asas contra o vento e o corpo inclinado para trás. Uma vez localizada a presa, deixa-se cair um pouco, volta a “peneirar” e então cai verticalmente sobre a presa, com as asas abertas e levantadas. Aproximando-se do solo, freia a queda com as asas, apanhando a presa com as garras; geralmente, mata-a no local utilizando o bico. Nos campos com árvores esparsas, pousa sobre fios, balançando a cauda.

Características gerais: quando visto de baixo o corpo é basicamente branco com a ponta das asas e a região ao redor dos olhos negras. O dorso é cinza mais escuro, com uma faixa negra na parte superior da asa. Os olhos são vermelho vivo. A cauda é relativamente longa e um pouco bifurcada. Sua coloração lembra muito a de algumas gaivotas. Mede em torno de 35cm.

Hábitos alimentares: pequenos vertebrados como marsupiais, roedores, aves e calangos, bem como insetos grandes como gafanhotos e besouros.

Reprodução: possui o hábito de ter seus ninhos em colônias, próximos (para gaviões) entre si por algumas centenas de metros. Também costuma nidificar isoladamente. Usa ninhos abandonados de outras aves, no topo de árvores altas, aos quais acrescenta capins para a postura de 3 a 5 ovos (igualmente, um número pouco comum em gaviões). Somente a fêmea incuba os ovos por um período de cerca de 30 dias, durante o qual é alimentada pelo macho. Quando nascem os filhotes, o macho deposita o alimento numa árvore, nas proximidades do ninho, e a fêmea utiliza-o para seu próprio sustento ou leva-o para os filhotes. Os filhotes voam entre 35 e 40 dias após o nascimento. Embora os dois sexos construam o ninho, cabe ao macho, exclusivamente, o papel de alimentar a prole e a fêmea, até os filhotes voarem.

Curiosidades: seu nome popular refere-se ao hábito de caçar através de uma técnica de voo especial: fica batendo as asas, rapidamente, no mesmo lugar e a uns 30 metros de altura, procurando sua presa no capinzal abaixo. Esse hábito foi denominado “peneirar”. Ao observar um camundongo ou um inseto, suas presas principais, fica com as asas na vertical e deixa o corpo cair. Como sua cor dominante é cinza clara, quase branco, parece um enorme floco de algodão caindo. Ao chegar próximo ao solo, dá uma batida de asa, para frear a queda e apanhar a presa. Caso seja bem sucedido, leva o alimento para um pouso próximo, onde irá comer. Eventualmente, caça outras aves em voo.

Ameaças: não há.

Referências:

SICK, Helmut. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 247.

Sesc Pantanal: Estação Ecológica
http://www.avespantanal.com.br/paginas/index.htm Acesso em 12/01/2008.

Biblioteca Digital de Ciências – Unicamp
http://www.ensino.ib.Unicamp.br/lte/visualizar_usuario.php?id_usuario=1492
Acesso em 04/02/2008

Eletronorte – Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A
http://www.eln.gov.br/Pass500/BIRDS/1birds/p40.htm. Acesso em 04/02/2008.

Portal ambiental: ambiente Brasil
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./especie/fauna/index.html&conteudo=./especie/fauna/aves/leucurus.html Acesso em 04/02/2008.

Aves de Rapina do Brasil
http://www.avesderapinabrasil.com/2007/07/elanus-leucurus.html
Acesso em 04/02/2008.

Crédito das imagens:

http://www.birdphotography.com/species/photos/wtki-5.jpg. Acesso em 04/07/2009.

Foto do diorama: Paulo Barbuto.

Elaborado pela Prof.ª Margarete da Penha Sevilha.