Nome popular: perdiz
Nome científico: Rhynchotus rufenses
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Tinamiforme
Família: Tinamidae
Gênero: Rhynchotus
Distribuição geográfica: ocorre da Argentina e Bolívia aos campos semeados na hiléia, ao sul do rio Amazonas. Registrado na Ilha de Marajó.
Habitat: regiões campestres, cerrados e buritizais, também nos planaltos descampados.
Comportamento: é muito desconfiada, prefere correr e se esconder a voar. Quando se sente ameaçada, imobiliza-se instantaneamente, permanecendo com o pescoço reto, parte posterior do corpo levantada ou então se deita no chão. Nesse caso, depois do primeiro susto, levanta-se novamente e procura um ângulo melhor para examinar o perigo. Então desaparece atrás de folhas ou capim, podendo permanecer escondida e imóvel durante longo tempo e chega até a se fingir de morta.
Características gerais: possui coloração avermelhada misturada com amarelo-ferrugíneo, penas dorsais listradas de preto. É muito semelhante à codorna, da qual difere pelo grande porte e pio. Bico forte utilizado para escavar raízes.
Hábitos alimentares: alimenta-se de insetos, frutas silvestres e sementes.
Reprodução: nidifica no solo, em moitas de capim, com posturas de 6 a 8 ovos, quase do tamanho do ovo da galinha, de coloração cinzenta-escura ao chocolate.
Curiosidades: ela não possui nenhum parentesco com a perdiz europeia. O piado da perdiz é característico por ser constante e diverso. É utilizado para chamar a atenção de seu par. Quando a ave está animada, seu piado forte ocorre com intervalos de 16 a 20 segundos. É a maior Tinamidae campestre nacional. A denominação perdiz é a mais corrente para a espécie no Brasil, à exceção do Rio Grande do Sul onde recebe o nome de perdigão.
Ameaças: durante muito tempo a perdiz brasileira foi alvo de caçadores devido ao sabor de sua carne. Hoje, já é possível encontrá-la em grandes criações de aves ornamentais. É ameaçada pelas queimadas no período em que se reproduz. Em qualquer lugar onde ocorra é carne das mais procuradas, sofrendo lento extermínio pela ação dos caçadores, pelo envenenamento com inseticidas e outros males da civilização.
Referências:
SICK, Helmut. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 166.
Faculdade de Zootecnia e engenharia de Alimentos – USP
http://www.criareplantar.com.br/pecuaria/silvestres/perdiz_brasileira/zootecnia.php?tipoConteudo=texto&idConteudo=485 Acesso em 04/02/2008.
Portal da Biologia
http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=3297 Acesso em 04/02/2008.
Fazenda do Visconde – criadouro
http://www.fazendavisconde.com.br/aves/inicial_detalhes.asp?ref=4827
Acesso em 04/02/2008.
Crédito das imagens:
http://www.fazendavisconde.com.br/images/perdiz_brasileira1.jpg.
Acesso em 04/07/2009.
Foto do diorama: Paulo Barbuto.
Elaborado pela Prof.ª Margarete da Penha Sevilha.