Nome popular: cascavel, boicininga, boiçununga, boiquira, cascavel-de-quatro-ventas, maracá e maracabóia
Nome científico: Crotalus durissus terrificus
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Viperidae
Gênero: Crotalus
Distribuição geográfica: é encontrada do México à Argentina. Na América do Sul, principalmente no território brasileiro.
Habitat: vive em campos abertos e regiões secas e pedregosas.
Hábito: serpente terrícola, de atividade crepuscular e noturna, pode também ser vista durante o dia. Quando se julga importunada, enrola-se quase que por inteiro, mantendo erguida em forma de “S” a parte anterior do corpo. Então, levanta a cauda e começa a vibrá-la rápida e vigorosamente, emitindo o característico som de seu guizo, fazendo um ruído que pode ser ouvido a dezenas de metros.
Características gerais: não chega a medir 2m. Está entre as mais temidas serpentes brasileiras. A cascavel, fiel aos hábitos da grande maioria das serpentes, só costuma atacar o homem quando se sente molestada por ele, ocasião em que reage com agressividade. É responsável por 8% dos acidentes ofídicos que ocorrem no País. Os guizos da cascavel representam vestígios cornificados da pele, que aderem à base da cauda, e não se perdem durante a ecdise (troca da pele). Cada muda acrescenta um novo guizo, e o número de guizos, portanto, não representa a idade da serpente em anos. Além disso, especialmente na cascavel mais velha, os guizos terminais frequentemente se perdem, de modo que o número total de guizos não indica nem o número total de mudas.
Hábitos alimentares: alimenta-se de pequenos mamíferos (ratos e outros roedores) e, ocasionalmente, de pássaros.
Reprodução: dá à luz entre 16 e 24 filhotes vivos, reprodução vivípara, que ocorre de novembro a fevereiro.
Curiosidades: no Brasil foram encontradas cinco subespécies:
Crotalus durissus terrificus, que se distribui pelo Sul, mas também se estende pelo Oeste, até algumas áreas abertas de Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Pará (campos abertos de Humaitá, Serra do Cachimbo e Santarém).
Crotalus durissus cascavella, forma nordestina, é uma serpente característica das caatingas, que ultrapassa 1,60m de comprimento.
Crotalus durissus collilineatus encontra-se distribuída em São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Distrito Federal e Goiás.
Crotalus durissus ruruima é encontrada na savana de Roraima e o veneno ajuda em atividades farmacológicas e não é neutralizado pelos soros anticrotálicos comerciais.
Crotalus durissus marajoensis foi descrita para as áreas abertas da Ilha de Marajó, no Pará, sendo a forma menos conhecida.
Ameaças: desmatamentos.
Referências:
Ministério da Agricultura, pecuária e abastecimento
www.faunacps.cnpm.Embrapa.br Acesso em 15/02/2008.
Instituto Butantan
http://www.butantan.gov.br Acesso em 15/02/2008.
American International Rattlesnake Museum
www.rattlesnakes.com/core.html Acesso em 15/02/2008.
Crédito das imagens:
http://www.serpientes-snakes.com.ar/superfamilias/fotos/crotalus_durissus_terrificus_portada_nueva.jpg
Acesso em 05/07/2009.
Foto do diorama: Paulo Barbuto.
Elaborado pelo Prof. Carlos Eduardo de Oliveira Garcia.