Nome popular: furão pequeno, cachorro-do-mato
Nome científico: Galictis vittata (Schreber, 1776)
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Mustelidae
Gênero: Galictis
Distribuição geográfica: o gênero Galictis possui três espécies cuja distribuição vai do sul do México até a Argentina. No Brasil ocorrem as espécies Galictis cuja e Galictis vittata, sendo que o limite da distribuição das duas não é bem definido. Sabe-se que a espécie que ocorre no Parque Nacional das Emas é Galictis cuja, devido ao porte menor se comparada a Galictis vittata.
Habitat: vive na borda das matas ou em capoeiras, em baixas altitudes. Ocorre na Amazônia e na região Nordeste.
Comportamento: concentra suas atividades nas primeiras horas do dia e ocasionalmente prolonga para o período matutino e crepuscular. O período de maior atividade é o diurno. São suas características: não vive em grupos sociais, porém há registros de animais em número de dois a quatro constituídos da mãe com seus filhotes. É estritamente terrestre e com agilidade de movimentos, com grande capacidade para escalar e nadar. Quando está descansando, procura abrigar-se sob raízes de árvores, fendas em rochas e túneis abandonados. Pode também cavar sua própria toca. Ao sentir-se ameaçado, exala um cheiro muito forte e nauseante, sendo quase impossível ficar próximo do animal. Embora prefira a vida silvestre, alguns furões invadem quintais e residências, atrás de ratos e camundongos, que ajudam a controlar. Mas são pouco conhecidos, sendo confundidos com ratazanas ou gambás.
Características gerais: comprimento total da espécie atinge em média 69,2cm incluindo a cauda que mede 15cm. Peso máximo registrado é de 1,58kg. Dorso de pelagem mesclada com cinza e marrom escuro e cabeça tricolor negro do focinho aos olhos, faixa branca dos olhos até a orelha e cinza da orelha até a nuca. A faixa branca dos olhos se alonga até os ombros e o negro desce até o peito e patas dianteiras. Orelhas muito pequenas, brancas; olhos pequenos e negros. Cauda relativamente curta e reta. Pernas curtas. Seu sentido mais apurado é o olfato, formando sua imagem de busca durante o forrageamento apontando o focinho ao ar. Possui audição e visão pouco desenvolvidas.
Hábitos alimentares: apresenta o hábito alimentar preferencialmente carnívoro, se alimentando de presas pequenas como pequenos mamíferos, aves terrestres e seus ovos, além de répteis, anfíbios e peixes, eventualmente frutas.
Reprodução: a fêmea do furão dá cria a dois filhotes numa gestação que dura por volta de 39 dias.
Curiosidades: diferente da espécie Mustela putorius furo, que é importado dos Estados Unidos. É, na verdade, um primo distante por ser um mustelídeo e recebeu esse nome ainda na época da colonização do Brasil pelos portugueses, pois era parecido com espécies correspondentes europeias. Os pesquisadores pouco sabem sobre esses animais, mas, na classificação científica, a literatura menciona duas espécies nativas (Galictis cuja e G. vittata), e para alguns pesquisadores trata-se de um única espécie. O furão brasileiro é animal silvestre, protegido por lei. Não pode ser caçado nem mantido em cativeiro, como bicho de estimação. Em Guarulhos, na Grande São Paulo, perto de áreas naturais como a Serra da Cantareira, os furões literalmente ‘entram pelo cano’ e chegam a quintais e residências pela tubulação de esgoto e águas pluviais. Eles então atacam pequenos animais, como pintinhos, e são agredidos e mortos.
Ameaças: não está na lista de espécies nativas ameaçadas de extinção, mas a população deste animal vem diminuindo bastante com a redução indiscriminada de seu espaço natural (matas e capões próximos a margens de rios e lagos) para a formação de pastagens e lavouras. E, por conta do crescente sucesso do furão domesticado como mascote entre os brasileiros, o furão brasileiro passou a aparecer no mercado negro do tráfico de animais.
Referências:
UEG / Trilha Virtual de Educação Ambiental
http: www.pre.ueg.br/projetos/trilha_virtual/fauna_flora_html/furao.htm Acesso em 28 jan, 2008.
IBAMA
http://www.Ibama.gov.br/fauna/especies.htm Acessado em 28 jan, 2008.
Pró-carnívoros
http://www.procarnivoros.org.br/animais.php
http://www.procarnivoros.org.br/animais_furao_peq.htm#a Acessado em 29 jan,2008.
Instituto Rã-bugio para conservação da biodiversidade
http://www.ra-bugio.org.br/ver_especie.php?id=54 Acessado em 31 jan, 2008
CENAP – Centro Nacional de Pesquisas para Conservação de Predadores Naturais
http://www.Ibama.gov.br/cenap/index.php?id_menu=79 Acessado em 31 jan, 2008.
Biodiversity Reporting award / BRA-92
http://www.biodiversityreporting.org/article.sub?docId=23847&c=Brazil&cRef=Brazil&year=2007&date=January%202007 Acessado em 31 jan, 2008.
Crédito das imagens:
http://itech.pjc.edu/sctag/GRISON/grison.jpg Acessado em 05 jul, 2009.
Foto do diorama: Paulo Barbuto.
Elaborado pelo Prof. Marcelo Suehara.