Nome popular: coruja-da-igreja, coruja-das-torres, coruja católica e rasga-mortalha.
Nome científico: Tyto alba
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Strigiformes
Família: Tytonidae
Gênero: Tyto
Distribuição geográfica: todo Brasil, América do Sul até Terra do fogo.
Habitat: cambarazal, campo, cerradão, cerrado e mata seca.
Comportamento: prefere nidificar em sótãos de casas velhas, forros e torres de igrejas, pombais e grutas. De dia dorme, às vezes, em palmeiras. É ativa no crepúsculo e à noite. O voo caracteriza-se por uma série de vagarosas batidas das longas asas, alternadas com planeios e breves períodos parados no ar. Para caçar, voa baixo, localiza a presa e lança-se sobre ela prendendo-a com as garras, quebrando-lhe o crânio com o auxílio do bico. A presa pequena é devorada inteira e a grande, desmembrada. Os restos não digeridos (ossos, penas, pelos, etc.) são regurgitados sob a forma de pelotas. Pode-se ouvir seu grito fortíssimo emitido durante o voo.
Características gerais: inconfundível pela estrutura delgada e o colorido bem claro, lado inferior branco assim como a face da coruja. Apresenta comprimento de 32 a 40cm e envergadura de asas: 110cm. Possui grandes olhos capazes de captar quantidades minúsculas de luz, enxergando até quando nós já deixamos de ver alguma coisa faz tempo. E enxerga tão bem de dia como de noite, muito longe. Ela não consegue mover os olhos; assim, desenvolveu enorme flexibilidade no pescoço, girando até 270º e praticamente conseguindo ver o que está acontecendo atrás de si sem mover o corpo.
As corujas possuem um disco facial de penas no rosto, que na suindara é em forma de coração, agindo como uma “antena parabólica” captando sons e direcionando-os para seus ouvidos, que são postos em alturas diferentes de cada lado da cabeça. Desse modo, mesmo que não consiga enxergar absolutamente nada, uma coruja consegue ouvir exatamente o lugar onde sua presa está escondida. Então pousa sobre ela com suas grandes garras, que se abrem de modo a atingir a maior área possível, para agarrá-la.
As corujas têm asas com forma e penas especiais, que emitem o mínimo possível de som quando voam.
Hábitos alimentares: pequenos vertebrados: roedores, marsupiais, morcegos, anfíbios, répteis, pequenas aves e insetos grandes. Devido à preferência por roedores, que chega a localizar na escuridão total, a suindara é considerada como um dos controladores das populações de ratos.
Reprodução: os 3 a 7 ovos brancos são postos no substrato ou sobre uma camada de pelotas de regurgitação desagregadas, em sótãos, forros, torres de igrejas, celeiros e cavidades de árvores ou de rochas. Os ovos medem 40 x 32mm e são incubados por 33 dias, na maior parte do tempo pela fêmea. Nesse período, ela é alimentada pelo macho e os jovens abandonam o ninho com 9 a 12 semanas de vida.
Curiosidades: o nome popular desse animal refere-se ao seu hábito de construir ninhos no alto de construções humanas, como por exemplo igrejas. Com a prática da agricultura e da estocagem de alimentos, o ser humano atraiu essa ave para perto de si, pois ela é atraída pelos ratos. Em muitos lugares, infelizmente, ainda é alvo de preconceito. Há quem atire pedras e expulse-a quando a vê, pois acredita-se que a ave traga azar.
Ameaças: não há.
Referências:
SICK, Helmut. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 394.
Fundação Zoológico de São Paulo. Ricardo Avari.
http://www.zoologico.sp.gov.br/aves/suindara.htm Acesso em 09/01/2008.
Sesc Pantanal: Estação Ecológica
http://www.avespantanal.com.br/paginas/index.htm Acesso em 12/01/2008.
Portal ambiental: ambiente Brasil
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./especie/fauna/index.html&conteudo=./especie/fauna/aves/tyto.html Acesso em 08/02/2008.
Aves de Rapina do Brasil
http://www.avesderapinabrasil.com/2007/07/tyto-alba.html Acesso em 08/02/2008.
Crédito das imagens:
http://www.english-country-garden.com/a/i/birds/barn-owl-1.jpg Acesso em 05/07/2009.
Foto do diorama: Paulo Barbuto.
Elaborado pela Prof.ª Margarete da Penha Sevilha.